quarta-feira, 3 de março de 2010

Never be ashamed of what you feel...

Flor, Ó Flor; linda Flor que no campo vi.
Quando por ti passei, tudo o resto esqueci.
Como por magia, paralisado olhei para ti,
Ó Flor, Ó minha Flor, uma Flor como nunca vi.


Ainda olhei à volta, na esperança de encontrar,
Alguma outra flor, com que te pudesse comparar.
Mas quando caí em mim, soube logo que não havia,
Uma outra neste prado, que me enchesse tanto de alegria.


Inesquecíveis são os tons em tuas pétalas pintados,
E doces são os perfumes, pelas outras flores tão invejados.
Continua a ser quem és, linda Flor e não te deixes murchar,
Porque nenhuma há neste prado que contigo possa comparar.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Apenas palavras...

Palavras, porque teimais vós em sair de minha boca? Porque insistis em atormentar os sinuosos caminhos da minha caneta?

Letras marteladas no teclado, porque insisto eu em dedilhar-vos?

Nenhum quadro por vós pintado é real o suficiente...Doces os motivos, ternas as cores nada sois quando comparadas com a verdadeira paisagem que vos deu forma.

Sois sombra, sois sussurro, a imagem esbatida de uma realidade tão mais formosa, de um gosto tão mais doce...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Estrela do meu Céu...


Minha Estrela, estrela do céu...Brilhas como nenhuma na negra cortina.

Olho para ti, dás-me conforto, esperança...Grito para o ar, enquanto sorrio um sorriso tonto de criança. Atrevo-me a sonhar, volto a ser menino.

Pergunto o teu nome...Conheço-o bem mas quero ouvi-lo na tua voz. Pareces estar tão longe que não me ouves, não respondes. Mas permaneço ali, sentado ao frio.

Olho para cima, espero paciente. Acredito, em silêncio, que talvez...talvez tu, Estrela, me vejas a olhar para ti...

Continuo a olhar o infinito, horas a fio, noite adentro...Fecho os olhos e imagino a tua voz.

Como seria, Estrela, se falasses comigo? Sussurras algo doce ao meu ouvido, fecho os olhos, imagino...Solto um riso nervoso, o meu coração bate mais depressa, Estrela.

Naquele momento brilhas para mim...só para mim.

Todo o céu e todas luzes que nele se acendem nada são perto do teu brilho, Estrela. Sem ti, o Céu não é mais do que escuridão. Mas ouve, quero que saibas isto...Tão reluzente como o teu brilho é a luz do meu olhar quando, sentado na noite escura , me demoro a olhar para ti...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Livros...




Quando um livro tiveres em mãos, não te detenhas na capa. Que interessa se é bonita se é feia?

Lê o livro...Abre a capa...Folheia as primeiras páginas...Sente o papel desenrolar entre os teus dedos, o cheiro do papel pela manhã.

Prende-te no enredo, saboreia as palavras, bebe as emoções, sonha...Torna-te personagem da história. A personagem principal...

Todos os dias lê um bocadinho, guarda qualquer coisa para depois...Como um bom vinho, não bebas o teu livro num trago só...

Partilha-o com alguém, ri de alegria, chora de tristeza...percorre todos os seus caminhos e não pares até chegares ao fim...Torna-o teu, algo de inesquecível, uma parte de ti.

E, se algum dia o terminares, sorri...Muitos livros há no mundo que merecem ser lidos assim...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Poesia tu és...

Poesia és Amor disfarçado em palavras, carinho desmedido arrumado entre versos, rimas, quadras...

És o desejo imenso escondido entre virgulas e acentos, és o coração ansioso perdido em mil tormentos...

Poesia tu és um par de mãos dadas, o sorriso de quem as dá, és a troca de palavras ternas, demoradas...

Tu és o sonho e és a realidade, em ti floresce a esperança de um amor, a lembrança de uma amizade...


Mas Poesia, não te esqueças, quem te escreve sou eu...Poeta do Amor disfarçado; da Esperança mascarada em rimas... do Sonho transformado em palavras...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Homem do século XXI.


Levanto-me de manhã, contrariado. Mais um dia igual a tantos outros, mais um elo na interminável cadeia de dias cinzentos. Quadros esgatanhados por um pintor medíocre...Tintas mal misturadas, tela de má qualidade, a moldura é feita de madeira rasca, temperada por anos de caruncho. Cheira a verniz e a mofo. Fico enjoado.

Os dias repetem-se tão previsíveis que se tornam deprimentes. Seria quase possível percorrê-los de olhos fechados, sem tropeçar, sem caír sería capaz de chegar à meta...Mas que meta?

O fim de um dia é o começo de um outro. Fotocópia monocromática de uma sucessão de horas mergulhado em cegueira, egoísmo, cinismo, materialismo. Que meta...

Noites passadas em horas de reflexão, ideais alimentados por sonhos emocionais. Num momento caminho de cabeça baixa, no seguinte sou idealista, super-herói do meu mundo privado, santo, capaz de mudar o mundo.

Mudá-lo é possível, ohh sim! Só mais um pouco, estou quase lá, não é nada de inalcançável...De repente, acordo. Era um sonho. Estou na cama a suar profusamente.

Tenho a boca seca. Levanto-me, bebo um copo de água mas continuo com sede. Preparo-me para mais um dia mergulhado no quadro cinzento...mais um elo na interminável cadeia de futilidade.

Começo mais um episódio da novela...Caminho de cabeça baixa. Ando mas não sei para onde. Não vejo o arco-íris que se anuncia ao longe. Como posso vê-lo se não olho para o céu?

Passo por um pedinte, olho-o de lado, finjo que não o vejo...Será que me está a enganar? Cuidadosamente toco a moeda que tenho no bolso...dou duas, três voltas...Sinto-a, ainda lá está, segura...é minha. Esboço um sorriso e sigo em frente orgulhoso de não ter sido enganado.

As horas prosseguem, temperadas com infidável dedicação ao trabalho. Coço-me com a mão esquerda ou com a direita? Esgravato deselegantemente com a que tiver as unhas mais compridas...Se ao menos conseguir coçar sem que o chefe veja...Ele olha...sorrio, dou dois golpes de teclado, faço expressão séria...Resolvi mais um problema. Mais um dia de trabalho produtivo.

Sigo agora para casa da minha namorada...Depressa...Tenho de tirar o baton da outra...deixei o alpendre dela à pressa...Não, a "Maria" não pode saber. Cozinha e costura as meias como ninguém. Está lá quando me dá o nervoso miudinho. Que Amor fantástico o nosso, Amor de pratos cheios até transbordar, Amor de meias cosidas e paciência infinita. Amo-te "Maria"...A ti e a mais 35.

Ela abre-me a porta, sorri para mim. Cheiro a perfume barato mas finge que não o sente. Piedosamente, minto. Trabalhei até tarde, fiquei preso no trânsito, vi um OVNI...Tenho urgência, "Maria"preciso de entrar. Abre a porta, abre a porta. Tenho fome e as minhas meias estão rotas mas dou-te um beijo, prometo. Sei que me amas, sei que acreditas em mim.

Sou um homem do século XXI, tenho de ir dormir mais um pouco. Vou sonhar que posso mudar o mundo, que sou super-herói, que sou santo...

sábado, 21 de junho de 2008

Poesia ainda por cantar...

Num momento apenas fazes perder o juízo...Em sonho, longínquo, difuso se encontra, terno, o calor do teu sorriso...

Não é apenas um branco de dentes, que se anuncia entre lábios abertos...É uma alegria que trazes às gentes, uma luz para todos aqueles de destinos incertos, que acreditam que no fundo do arco-íris, está um pote cheio de oiro...e por detrás de cada recanto escuro se esconde uma princesa de cabelo loiro,

És poesia ainda por cantar, personagem de um conto de fada...És a melancolia de quem te vê passar sem poder dizer nada, És o pensamento e és a emoção...O rápido e incerto bater de um coração.